23 de ago de 2010

One - Mary J. Blige feat.U2

Essa era a música que precisava ouvir hoje! A parceria ficou perfeita,  volume máximo em meus fones! 

Infância nos anos 90


As vezes tenho momentos de saudosismo profundo! Deleite-se com os prazeres da infância do anos 90! Tenho a impressão de que tudo era melhor! Inclusive as pessoas...


  •  Garotos de 13 anos usavam roupas recomendadas pela mãe
  •  Não existia Orkut
  •  Mc Donalds custava R$ 4,50
  •  Biscoito Fofy existia

  •  Meninas de 11 anos brincavam de boneca
  •  Meninos de 13 anos assistiam Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z
 
  • Existia Chiquititas e não Rebeldes

  • Plutão ainda era um Planeta
  • Festas de 15 anos não eram eventos/shows
  • As músicas tinham coreografia
  • Tênis de luzinha era essencial
  • Kinder Ovo era 1 real
  • Quem não lembra do chocolate da Mônica?


  • Pessoas REALMENTE se conheciam e não por Orkut
  • Maquiagem era coisa de gente grande
  • Fotos não eram tiradas para serem colocadas no orkut e sim para recordarem um momento
  • Pra saber da vida de alguém só lendo os cadernos de perguntas que fazíamos
  • Crianças tinham  Bichinho Virtual TAMAGOSHI e não Celular

  •  Não existiam emos

  • Se mandava cartinhas pra dizer que amava e não emails ou scraps.
  • Merthiolate ardia

  • Comprava vários biscoitos da Elma Chips só pra pegar o Tazo



  • Dava prazer de ficar em casa aos Domingos só pra ver TV.

  • Quem nunca telefonou usando ficha neste telefone.

  • E este?

  •  Olha O BIP!

  • Material Escolar - Caneta 10 cores
  •  Toque mágico

  •  GULOSEIMAS - FruTilly

  • Balas Juquinha 



  • Diversão - Atari


  • Batbeg

  • Jaspion

  • Garrafas dos refrigerantes
  •  Geloucos Coca-Cola

  • Pirocóptero
  •  Calçados - Kichute - Bamba
  •  Morango do amor- Brilho

Eu fui uma criança dos anos 90... Bons Tempos que não voltam mais !!!

12 de ago de 2010

Boa música para acabar a tarde! Quincy Jones - Summer in the City

Uandá: Conectando Africanidades Por Meio da Arte


Evento reúne atrações que retratam a negritude no sul do Brasil através de diversas expressões artísticas. Apresentação acontece no próximo dia 21, das 17 às 22 horas, na Associação Satélite Prontidão, em Porto Alegre.

Na língua Banto, de origem africana, o termo Uandá significa rede. Partindo deste conceito, o espetáculo Uandá – Africanidades Sul-brasileiras pretende conectar, à maneira de uma rede, diversas manifestações da cultura afro-brasileira a partir da arte produzida no sul do Brasil. O evento, realizado em comemoração aos 22 anos da Fundação Palmares, levará ao público artistas e grupos que trabalham com esta temática em diferentes expressões artísticas.

Uandá – Africanidades Sul-brasileiras será realizado no dia 21 de agosto, das 18 às 22 horas, na Associação Satélite Prontidão, em Porto Alegre. O espetáculo é costurado por um fio narrativo que se propõe a traçar breves retratos da negritude brasileira, trazendo a capoeira angola de Mestre Lua de Bobó (BA) e dos grupos Angoleiros Sim Sinhô (SP, SC), Grupo de Capoeira Angola Resistência e Arte (PR)  e Grupo de Capoeira Angola Rabo de Arraia (RS);  o afoxé de Mestre Môa do Katendê (BA); o Maculelê infantil da Comunidade de Timbaúva (RS);  cenas do espetáculo PIXAIM, na performance  da atriz Simone Magalhães (PR) e os grupos Serenô (PR) e MUV (PR), que se juntarão a integrantes do afoxé de São Paulo, Florianópolis e Porto Alegre - também organizados por Mestre Môa do Katendê. O encerramento ficará por conta da bateria da Escola de Samba Fidalgos e Aristocratas (RS), que juntará sua força percussiva aos tambores e vozes dos artistas que integram este espetáculo.

Rede
A idéia de rede surge como forma de provocar reflexões, trazendo à tona movimentos já existentes e impulsionando a criação de outros. Assim acontece a criação de parcerias, como a estabelecida com a Associação Satélite Prontidão, local tradicional das expressões negras e afro-descentes em Porto Alegre. É no espírito e na força do trabalho centenário realizado por esta sociedade que pensamos a casa e seus sócios como anfitriões das idéias e saberes que serão celebrados no espetáculo Uandá.

A proposta é, por meio da interação entre linguagens e expressões artísticas ligadas por uma matriz afro-brasileira, evidenciar traços comuns a uma negritude subsumida por identidades tidas como exclusivamente brancas. Assim o espetáculo traz a expressão corporal da capoeira angola, do samba de roda e do maculelê, junto à sonoridade do afoxé, do samba de raiz, do rap e da música preta tradicional.

Diferentes públicos
O espetáculo terá a duração de aproximadamente quatro horas e a participação de quase oitenta artistas, contando em seu cenário com instalações temáticas da designer Brenda Maria Santos (PR), responsável também pela criação do blog que tem como proposta dar continuidade às reflexões articuladas pelo projeto. O objetivo do evento é atingir diferentes públicos da cidade de Porto Alegre, focados principalmente na comunidade e no movimento negro local. Além da Associação Satélite Prontidão, são parceiros deste projeto a Escola de Samba Fidalgos e Aristocratas, a ONG Africanamente - Centro de Pesquisa, Resgate e Preservação de Tradições Afrodescendentes; o Instituto Sócio-Cultural Afrosul Odomodê e a Nega Bacana Produções.
Serviço:
Uandá – Africanidades Sul-brasileiras será realizado no dia 21 de agosto, das 17 às 21 horas, a entrada é gratuita. A Associação Satélite Prontidão  fica na Avenida Aparício Borges, 288, no bairro Glória, em Porto Alegre. O espetáculo integra as comemorações dos 22 anos da Fundação Palmares.

E-mail: africa.sulbrasileira@gmail.com ou http://uandanarede.blogspot.com  ou  Nega Bacana com Isadora Pisoni – (51) 9206-8435 ou ainda no telefone  (51) 3517 1973 na Associação Satélite Prontidão.

9 de ago de 2010

Viver em Sociedade por Clarice Lispector

Familia -Tarsila do Amaral


"Viver em sociedade é um desafio porque às vezes ficamos presos a determinadas normas que nos obrigam a seguir regras limitadoras do nosso ser ou do nosso não-ser... 

Quero dizer com isso que nós temos, no mínimo, duas personalidades: a objetiva, que todos ao nosso redor conhece; e a subjetiva... Em alguns momentos, esta se mostra tão misteriosa que se perguntarmos - Quem somos? Não saberemos dizer ao certo!!!


Agora de uma coisa eu tenho certeza: sempre devemos ser autênticos, as pessoas precisam nos aceitar pelo que somos e não pelo que parecemos ser... Aqui reside o eterno conflito da aparência x essência. E você... O que pensa disso? "



Clarice Lispector

Feliz dia das pães!

                                                                                                                                      
Como muitos brasileiros sou filha de uma pãe!Isso mesmo pai e mãe ao mesmo tempo. Uma moça  de 23 anos que se tornou  pãe, na época assessorada por uma avó. Hoje somos apenas eu e ela a minha Pãe Ivânia! Se não tenho pai? Tenho sim ele é lindo, inteligente mas um pouco duro na queda, acho que tenho por quem puxar. 

Neste dia dos pais diferente de todos da minha vida não fiquei triste e isolada do mundo, fui passar o dia com uma familia que ganhei com um sogro que gosto muito e acho que gosto mais ainda  porque o adotei como pai também. 

Ao pai de verdade, dei os parabéns e repeti a frase que o amo muito, apenas esqueci de dizer que uma das melhores sensações da minha vida foi no natal de 2000 onde passamos juntos e por alguns instantes recebi meu primeiro colo de pai. A sensação? Nunca mais senti mas permanece em minha memória como algo indescritível!

Quanto a minha pãe, a parabenizo também e pena não estar pertinho pra poder amassá-la e beijá-la e dizer muito obrigado! Um dia irei devolver toda dedicação, amor, sangue frio, bom humor e coragem!

5 de ago de 2010

O jornalismo está doente



Publico aqui uma reflexão que achei bem interessante,sobre a cobertura jornalística da copa do mundo e também sobre os profissionais de jornalismo que tem sido preparados pura e simplesmente para responder as necessidade de mercado. Não desvalorizo a questão ede mercado, afinal ela é necessária porém apenas o mercado também é problemático. Vale a pena ler.
 
O jornalismo está doente  por José Coelho Sobrinho 

Há um texto que trata de relatos jornalísticos – cuja leitura deveria ser mais difundida entre os profissionais e estudantes da área – que, ao referir-se à narrativa jornalística, afirma que a ela "faz falta o juízo, a mais exímia qualidade do intelecto, para que, por meio dele, as coisas dignas de crédito sejam separadas dos rumores infundados que se fazem correr: as leves suspeitas e as coisas e ações diárias sejam separadas das coisas públicas e daquelas que merecem ser contadas. Este juízo faltou em outros".

Os equívocos desse "jornalismo esportivo" não ficaram somente na falta de conhecimento e de sensibilidade dos profissionais. Ele se agravou com a substituição de jornalistas por jogadores e ex-jogadores que foram elevados (ou rebaixados) à categoria de "comentaristas esportivos". Alguns desses novos cronistas, efetivados na função, tentam criar jargões e os repetem à exaustão: "É brincadeira"; "É um cracaço"; "Está na minha seleção"; "Deu de três dedos". A inclusão de um ou mais desses jargões nas falas ocorre, em boa parte das vezes, sem o menor nexo com o tema. Encobre a falta de repertório linguístico e raciocínio lógico.

Para valorizar a presença do ex-atleta como comentarista ou repórter foram criados codinomes que lembram a sua passagem pelos campos ou qualificam a sua atuação nessa nova função: "o craque Fulano"; "Sicrano show", "Beltrano, o completo" e outras individualizações desnecessárias à profissão. Ao contrário do que se justifica, a presença dessa nova geração em nada contribui para a cobertura jornalística do fato porque os seus comentários são redundantes à narração e à imagem, pois não extrapolam a jogada. Na falta de lances dúbios, que são os verdadeiros motivos da existência desses comentaristas durante as transmissões dos jogos, são forçadas situações para levantar hipóteses e gerar polêmicas. Essas situações tipificam as banalidades e minúcias de que falava Peucer. Em outras palavras, esse tipo de cobertura não é considerado jornalismo desde o final do século 17.

E o jornalismo, depois da Copa, não ficou impune. Alguns desses olimpianos do esporte promovidos a jornalista permanecerão na tela. Na avaliação das emissoras, eles conseguiram cooptar o público, mesmo construindo frases como: "Quando eu era jogador eu se esforçava...."; "A gente fizemos muitos treinos..." e outras construções linguísticas semelhantes.Mas a cobertura da Copa não ficou, felizmente, restrita a essas barbáries. Em meio a toda banalização do jornalismo, surgiram algumas boas matérias. Uma entrevista feita em Orânia – uma pequena cidade habitada somente por brancos – foi emblemática como referência ao preconceito racial que ainda existe na África do Sul. 

O bom jornalismo também foi marcado por entrevistas com um guia do Museu do Apartheid e um membro da Igreja Reformada Holandesa, que apoiou a segregação e hoje é um dos baluartes em favor da convivência pacífica entre brancos e negros. Matérias sobre o Soweto: com lideranças comunitárias desse distrito negro; com líderes (brancos e negros) da luta contra o apartheid, ajudaram a salvar o jornalismo transmitido pela televisão durante a Copa. E foram feitas por jornalistas de profissão.

Aprovação bem-vinda
O saldo da cobertura revela que o jornalismo está enfermo. E a enfermidade parece estar agravada por uma profunda crise de identidade. Em determinados programas o doente satisfaz a máxima atribuída a César: "Ad populum panis et circensis." Em outros, transforma o "jornalista" em bufão do Império Bizantino, levando-o a usar máscaras, perucas e a imitar olimpianos. Esses "profissionais" não dominam a ética do carpinteiro a que se referiu Cláudio Abramo, portanto não sabem exatamente o papel que exercem. Por vezes parecem adotar a teoria do espelho atuando como um mediador desinteressado, mas jamais conseguirão entender a teoria do newsmaking porque não dominam a dimensão do fato jornalístico e se comportam como se fossem eles a própria notícia. A inconsistência do jornalismo praticado na cobertura da Copa pela maioria das emissoras não atendeu a qualquer dos pressupostos básicos que fundamentam a importância do jornalismo para a sociedade: o direito fundamental de ser (bem) informado e o interesse público.

Esse triste cenário indica que a aprovação, no dia 14 de julho, da exigência de diploma universitário específico para o exercício da profissão de jornalista, por uma comissão especial da Câmara dos Deputados, é bem-vinda. Em contra-partida, as escolas precisam adequar os seus programas de ensino às verdadeiras funções do jornalismo na sociedade moderna, preparando-se para formar jornalistas, e não produtores de mídia para o mercado.

* O artigo foi publicado originalmente no site www.observatoriodaimprensa.com.br