24 de jun de 2010

Oração Ao Tempo


Oração Ao Tempo

És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...
Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...
Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo...
Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo...
Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...
O que usaremos prá isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo...
E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo...
Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo...
Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo...

Caetano Veloso

22 de jun de 2010

Me Chamo Vento

 

Me chamo vento, me chamo vento
Passeando pela cidade destruída bombas
Foram lançadas e tudo reduzido a pó
Na praça aberta sou um colar de livres pensamentos..
Quem quer comprar o jornal de ontem com notícias de anteontem?
Me chamo vento..me chamo vento...
Me chamo vento
Nada sei apenas vivo a parambular
Uns trabalham por dinheiro,
Outros por livre e espontânea vontade
Eu trabalho para o nada espalhando pelo chão
Sou solidão a dançar com a língua no formigueiro
Ando, ando, ando sem parar
Na poeira dos fatos nas transparências
Viver é furia e folia, rumo ao mágico!
Viver é furia e folia, rumo ao mágico!

Somos mais fortes


Cansei de tantos olhos que fingem o bem e desejam o mal, de tantos risos aparentemente simpáticos  que desejam engolir, de cumprimentos apertados que querem sufocar. De hoje em diante, vamos nos  fechar. Sorrisos sinceros para sorrisos sinceros, sorrisos amarelos para sorrisos amarelos. Nada se aproximará se não tiver luz, serenidade, tranquilidade e tolerância. 

Continuaremos ofuscando a tudo e a todos, pois somos muito mais fortes, mais puros, mais sonhadores e seremos mais felizes a cada dia. Não andaremos mais de joelhos, levantaremos e seguiremos nosso caminho. Caminho esse que idealizamos a cada dia um ao lado do outro. Percalços virão, eles sempre vem  porém daremos uma risada e continuaremos andar.

Temos a força e que força, basta nos olharmos no espelho e nos vermos como realmente somos. 

Somos Mais Fortes!

Além do Amor



Se tu queres que eu não chore mais
Diga ao tempo que não passe mais
Chora o tempo o mesmo pranto meu
Ele e eu, tanto
Que só para não te entristecer
Que fazer, canto
Canto para que te lembres
Quando eu me for
Deixa-me chorar assim
Porque eu te amo
Dói a vida
Tanto em mim
Porque eu te amo
Beija até o fim
As minhas lágrimas de dor
Porque eu te amo, além do amor!

Vinicius de Moraes

21 de jun de 2010

Animação conta 600 anos de histórias de luta no Brasil

Bom, a história do Brasil já é instigante imagina ela em animação! Estou louca pra ver!

Stand by Me

"O mundo gira ao redor do seu umbigo?"

Alguma vez você já observou que existem pessoas que pensam ser centro do mundo? Melhor usando outra expressão "O mundo gira ao redor do seu umbigo?". O que vale é apenas o que elas pensam, querem e desejam. Pior que na maioria dos casos essa pessoa nem nota.

Temos as que se acham extremamente importantes, uma certa gripe se espalha e logo ela já se isola, pois deu alguns espirros e claro não pode ser uma gripe normal, é tão importante que a única possibilidade é estar contaminada. Aconteceu um sequestro, logo precisa de um segurança pois a próxima vítima será ela também.

Há  aquelas que querem ser vistas, valorizadas e elogiadas o tempo todo pois desconhecem a máxima do "ninguém é insubstituível" ou " avidacé feita muito mais de doação do que elogios". Nem sequer se importam com o que acontece ao seu redor e até ignoram que o outro também quer ser visto, valorizado ou simplesmente olhado.

Existe os que acham problemas em tudo, melhor em tudo e todos será que o problema é todos ou ele  tem prezer de ser tirado para cristo? Certa vez uma senhora muito sábia e me chamando de "Fia" disse tudo que vemos e achamos de problemas  nos outro  é exatamente o nosso espelho! Na carne não?

Parafraseando uma grande amiga que estou morrendo de saudades, diria: "Alteridade" Isa  "Alteridade"! Pois é a Rita Buttes em um bate papo com um  chimas bem  gostoso,  me ensinou o significado desta palavrinha e passamos parte da nossa tarde falando disso.

Alteridade é fazer o exercício de se colocar no lugar do outro. Isso é bom e faz desenvolver dentro de nós algumas coisas que por nossa arrogância diária, egoísmo despercebido e falta de vontade em compreender o outro deixamos de lado. E acabamos nos tornando serem cada vez mais duros, excêntricos e mais um monte coisas que em nada contribuem para nosso desenvolvimento enquanto seres humanos.

Ritinhaaaa! Valeu desta nunca vou esquecer!

Viva a ALTERIDADE!

Esse é meu Presidente!

Esse é meu presidente e meu amigo Orlando!  
BRASIL, BRASIL, BRASIL!

18 de jun de 2010

Parabéns ao Chico



O Meu Guri está de aniversário, depois de 19 de junho de 1944 amúsica , a literatura e o teatro ficaram mais ricas, hoje ele está de aniversárioe aqui deixo os meus parabéns e uma longa vida a Chico Buarque de Holanda. Faço das palavras de Ruy Guerra as nossas palavras...


Chico de Hollanda, de aqui e de alhures

"Parceiro de euforias e desventuras, amigo de todos os segundos, generosidade sistemática, silêncios eloquentes, palavras cirúrgicas, humor afiado, serenas firmezas, traquinas, as notas na polpa dos dedos, o verbo vadiando na ponta da língua - tudo à flor do coração, em carne viva... Cavalo de sambistas, alquimistas, menestréis, mundanas, olhos roucos, suspiros nômades, a alma à deriva, Chico Buarque não existe, é uma ficção - saibam.

Inventado porque necessário, vital, sem o qual o Brasil seria mais pobre, estaria mais vazio, sem semana, sem tijolo, sem desenho, sem construção."
 
Ruy Guerra, cineasta e escritor

Essa é pra mim...



Ainda é cedo, amor

Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar


Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és


Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho.
Vai reduzir as ilusões a pó


Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés

Cartola

Adeus ao Comunista Saramago

"Nossa única defesa contra a morte é o amor", disse certa vez o escritor português José Saramago. Deixando um vazio na literatura, ele morreu nesta sexta-feira (18) em Lanzarote (Ilhas Canárias, na Espanha), aos 87 anos. Em 1998, Saramago - que era filiado ao Partido Comunista Português - ganhou o único Prêmio Nobel da Literatura em língua portuguesa.

 

 

A Fundação José Saramago confirmou em comunicado que o escritor morreu às 12h30 (horário local, 7h30 em Brasília) na sua residência em Lanzarote "em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença. O escritor morreu acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila".

 O escritor nasceu em 1922, em Azinhaga, aldeia ao sul de Portugal, numa família de camponeses, e, apesar da mudança com a família para Lisboa, com apenas dois anos, o local de nascimento seria uma marca constante ao longo da sua vida, como anunciaria em 1998, aos 76 anos, no discurso perante a Academia Sueca pela atribuição do Nobel da Literatura.
Autodidata, antes de se dedicar exclusivamente à literatura trabalhou como serralheiro, mecânico, desenhista industrial e gerente de produção numa editora. Começou a atividade literária em 1947, com o romance Terra do Pecado. Voltou a publicar livro de poemas em 1966. Atuou como crítico literário em revistas e trabalhou no Diário de Lisboa. Em 1975, tornou-se diretor-adjunto do jornal Diário de Notícias. Acuado pela ditadura de Salazar, a partir de 1976 passou a viver de seus escritos, inicialmente como tradutor, depois como autor.

Em 1980, alcança notoriedade com o livro Levantado do Chão, visto hoje como seu primeiro grande romance. Memorial do Convento confirmaria esse sucesso dois anos depois. Em 1991, publica O Evangelho Segundo Jesus Cristo, livro censurado pelo governo português - o que leva Saramago a exilar-se em Lanzarote, onde viveu até hoje.

Entre seus outros livros estão os romances O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984), A Jangada de Pedra (1986), Todos os Nomes (1997), e O Homem Duplicado (2002); a peça teatral In Nomine Dei (1993) e os dois volumes de diários recolhidos nos Cadernos de Lanzarote (1994-7). O livro Ensaio sobre a Cegueira (1995) foi transformado em filme pelo diretor brasileiro Fernando Meirelles em 2008.

Seus inegáveis méritos como romancista foram finalmente reconhecidos em 1998 com o Prêmio Nobel de Literatura, concedido por ter criado uma obra na qual "mediante parábolas sustentadas com imaginação, compaixão e ironia, nos permite continuamente captar uma realidade fugitiva".

Nos últimos anos, Saramago não deixou passar muito tempo entre um romance e outro. Era consciente de sua idade e, como disse à agência Efe em entrevista, tinha "ainda algo para dizer", e o melhor é que o dissesse "o mais rápido possível". Embora também dizia que "chegará o dia em que se acabarão as ideias, e nada iria ocorrer".

Seus romances abordam reflexões sobre alguns dos principais problemas do ser humano, fazem o leitor pensar, o estremecem e comovem. Seus personagens estão cheios de dignidade.

Saramago era filiado ao Partido Comunista Português, tornando-se um dos mais distintos militantes até à sua morte.  A sua primeira biografia, do escritor também português João Marques Lopes, foi lançada neste ano. A edição brasileira de "Saramago: uma Biografia" chegou às livrarias no mês passado, com uma tiragem de 20 mil exemplares pela editora LeYa.

Segundo o autor, Saramagou chegou a pensar na hipótese de migrar para o Brasil na década de 1960. "Em cartas a Jorge de Sena e a Nathaniel da Costa datadas de 1963, Saramago considera estes tempos em que escreveu e reuniu as poesias que fariam parte de 'Os Poemas Possíveis' como desgastantes em termos emocionais e chega mesmo a ponderar a hipótese de migrar para o Brasil. Esta informação surpreendeu-me bastante, pois não fazia a mínima ideia de que o escritor chegara a ponderar a hipótese de emigrar para o Brasil e por a mesma coincidir com o período da história brasileira em que esteve mais iminente uma transformação socialista do país", disse Lopes em entrevista à Folha.com.

Após lançamento da biografia, Saramago classificou a obra como "um trabalho honesto, sério, sem especulações gratuitas". O escritor era consciente do poder que tinha a internet para divulgar qualquer ideia, e em setembro de 2008 criou um blog, intitulado "O caderno". Foi "um espaço pessoal na página infinita de internet", segundo suas palavras.

A morte o surpreendeu quando preparava um romance sobre a indústria do armamento e a ausência de greves neste setor, ou pelo menos essa era a ideia que queria desenvolver, como disse quando apresentou "Caim" em novembro de 2009.
Ajuda ao Haiti

Saramago relançou em janeiro deste ano nova edição do livro A Jangada de Pedra, que tem toda a sua renda revertida para as vítimas do terremoto no Haiti. O relançamento da obra foi resultado da campanha "Uma balsa de pedra a caminho do Haiti", que doa integralmente os 15 euros que custará o livro (na União Europeia) ao fundo de emergência da Cruz Vermelha para ajudar o Haiti.

Em nota, Saramago havia explicado que a iniciativa é da sua fundação e só foi possível graças à "pronta generosidade das entidades envolvidas na edição do livro".

  
  www.vermelho.org.br

Os valores do século...

17 de jun de 2010

Lançamento do novo álbum do M.V. Bill no Opinião!



O rapper, escritor e cineasta MV Bill lança o seu quarto CD intitulado "Causa e Efeito". O disco foi gravado no Rio de Janeiro e o próprio MV Bill assina a direção artística. O novo álbum contou com a colaboração de diversos produtores do Brasil, entre eles o DJ KLJ dos Racionais MC's, e do exterior, o coletivo alemão Kingstrumentals.

O single lançado no ano passado foi com a música "O Bonde não para" que teve seu videoclipe dirigido e roteirizado por MV Bill. Lançado e premiado na MTV Brasil, foi amplamente exibido no canal e em emissoras regionais. Pioneiro, foi o primeiro videoclipe de Rap Nacional a ocupar o primeiro lugar no MTV OVERDRIVE.

O disco “Causa e Efeito” conta com participações especiais de Chuck D. (líder do grupo de Rap americano Public Enemy)  na música "Transformação", que tem arranjos de violinos de DJ Luciano.  A faixa "Cidadão Refém" trás a participação de  Chorão (Charlie Brown Jr.).

Assim como em trabalhos anteriores, MV Bill divide grande parte dos vocais com sua irmã KMILA CDD, e nesta forma inédita, apresenta uma faixa exclusiva com ela nos vocais intitulada "Kmila CDD ".   Junto com o disco, chega também ao grande público o vídeo  da música "Corrente". O clipe filmado em Porto Alegre, com direção de Gustavo Tissot, é uma parceria entre Chapa Preta (produtora de MV Bill) e Margarida Produções.

Causa e Efeito Ano: 2010

16 de jun de 2010

Sacaneando Argentinos

Se existe um programa de humor inteligente na televisão brasileira, este programa se chama CQC - Custe o Que Custar. Com humor ácido, ironico e sarcástico faz da segunda -feira uma noite muito mais agradável. Bom, em tempos de Copa do Mundo a sacanagem com os argentinos não poderia ficar de fora e o reporter Oscar Filho recebeu a missão de ir para a Buenos Aires assistir  o jogo da seleção Argentina, ele teve de se vestir  de argentino mas valeu a pena!

15 de jun de 2010

Um tantão assim de sorte para nossa seleção!

A casa do Serra

Amo a UJS pois nela surgem as coisas mais criativas e irreverentes da nossa política, dando uma navegada pelo facebookb e encontrei essa paródia de um trecho da música "A Casa" de Vinicius de Moraes. Adorei e parabéns ao Rio de Janeiro de novo, responsável pela autoria desta proeza.



"Uma campanha muito engraçada, não tinha vice, não tinha nada, o Arruda não podia entrar não, porque mofava já na prisão nem o Aécio quis arriscar, porque sabia que ia dançar, só FHC quem dava piti, contando histórias pra boi dormir  mas era feita com muito afinco, na rua dos Bobos, 45."

Difícil

Como se pode gostar mais ainda de alguém se quando se faz presente o retorno da 2° pessoa é apenas grito, berro, alteração, maus tratos?
 Acho difícil

Marginal Menestrel


A vida me ensinou a caminhar...
Saber cair depois se levantar...
O tempo não espera...
Não há espaço pra chorar...
Andei no escuro agora vou brilhar.
Sobreviver é necessário
Também quero ser feliz
Permaneço no combate
Meu resgate é a minha fé
Minha luta causa medo e alegria lá laia
To na fita vem o que vier
Não vou amarelar seja o que Deus quiser
ô ô ô, seja o que Deus quiser é é é
Na fé
Amor mais velho mais eu também quero mais sem lero lero
Estaca zero não me espero sincero meu lado eu venero
Muita calma vagabundo gela até a alma
Quem foi roubado no passado hoje sente falta
O que somos? o que seremos?
Porque choramos, matamos, sangramos e depois morremos.?
Velhos tempos de caboclos pé no chão
Que não leva desaforo pra cachanga e fazia na mão
Soltava e tocava, meu braço arrepiava
Aprendi a dar desprezo a quem me ignorava
Mas que nada quem sabia que tinha um nenê de dois metros na barriga da pretinha
1974, três de janeiro hospital da Lagoa Rio de Janeiro
Desordeiro rap o dia inteiro se carro zero mete o pé
quem tem cabelo duro não é mané sai de ré
Não me embarrera que eu quero passar
é necessário mais de um pra me fazer parar
Não dou valor a quem fica de caô quer ser malandro e soltava pipa
No ventilador
Pra ser titular não serve foi otário no passado hoje quer ser bandido do rap
Passa borracha e joga no latão não é braço fiel então não pode ser falcão
Sai saindo desce a ladeira vai jogar seu vídeo game que aqui a gente fica a noite inteira
Quarta – feira dia de defumador queima todo mal olhado com o seu odor
Abre os caminhos de quem é perseguido hip hop violento, o pagode, funk de bandido
Som de preto, som do morro som de gueto te batendo neurose, segurança desespero é medo
Seu segredo desvendado efeito da ação que deixou o seu filme queimado
Vai de ralo, me mira mas me erra se eu ficar marolando com você
Não vou vencer a guerra
Que é por terra por tudo por nada pela vida por Ogum por sangue por lágrima
Vai vendo sangue ruim esse é meu oficio não arregar pro adversário é meu vício
Contrario a dor no ódio e no amor
Se der o ouro na mão do inimigo eu irei me opor
Tá com a cuca louca tá lelé da cuca
I... da teu papo mano Juca
Eu tenho pouca coisa a dizer
Tudo o que você falou pra mim
comoveu o meu coração
Hoje eu deixo tudo em sua mão
E se babar é com eles se fechar é com nós quem falava pelos pretos hoje sabe que a gente tem voz
Bate o tambor bate forte faz barulho querer ficar com tudo é olho grande no bagulho
Eu repudio a inveja por isso eu ando só mais eu não ando junto com comédia
Largo o prego que carneiro quer descer bota ele pra correr joga ele aqui na C.D.D.
Comunidade minha verdade é meu terreno
Querer cantar de galo na minha casa vai ficar pequeno vai vendo
Para de vacilação veneno tá na sua direção
Deixe o moleque cantar deixe o moleque sonhar
Não é tudo que o seu dinheiro pode comprar
A gente fica com nada da riqueza gerada sofremos as
Conseqüência da miséria criada
Alguém tem pista do jovem terrorista que faz show
Em Salvador e na baixada Santista ouço a voz do rapinaor
Impulsionado pôr quilombo dos palmares que trago na cor
Tranqüilidade na coletividade de quem sabe respeitar
A realidade de cada cidade
Na humildade concebida pelo céu
Palavras que cortam de um marginal menestrel
A vida me ensinou a caminhar...
Saber cair depois se levantar...
O tempo não espera...
Não há espaço pra chorar...
Andei no escuro agora vou brilhar.
Sobreviver é necessário
Também quero ser feliz
Permaneço no combate
Meu resgate é a minha fé
Minha luta causa medo e alegria lá laia
To na fida vem o que vier
Não vou amarelar seja o que Deus quiser
Ô ô ô, seja o que Deus quiser .... na fé..

14 de jun de 2010

Negresko Sis

 

O Biscoito Negresco todo mundo conhece, um  biscoito famoso (aquele que é jogado do precipício na propaganda), duas bolachas de chocolate preto com recheio branquinho de baunilha. Quero falar de outro Negresko esse é com "K"  é um trio formado por lindas mulheres  que cantam como ninguém. Trio composto por Thalma de Freitas, Maria do Céu e Anelis Assumpção. O  'Sis'  é a abreviação de irmãs em inglês.

Formado por duas negras a Anelis e Thalma, recheadas por uma branquinha chamada Céu. O disco da céu, chamado 'Vagarosa' tem uma música do  trio de compositoras. Lindas no Negresko Sis elas trazem a feminilidade, o jingado e a brasilidade que só essa istura poderia gerar!

Dizem que as moças não vão ficar por aí, estou anciosa para ver o trabalho. Bem que elas poderiam pintar pelo sul!

Muito bom!



Uma nova versão de "Ponta de Lança Africano (Umbabarauma)", clássico de Jorge Ben Jor, será lançada em breve. Ben Jor regravou a música  em parceria com Mano Brown, tendo as Negresko Sis - trio formado pelas cantoras Céu, Anelis Assumpção e Thalma de Freitas - como backing vocals.

O projeto foi  patrocinado pela Nike, reuniu 11 pessoas em uma referência a um time de futebol: fora os já citados, Gabriel Ben Menezes, Duani Martins, Gustavo da Lua e Pupillo. Além da nova versão da música, as semanas em que a equipe ficou reunida no estúdio YB, em São Paulo, irão render também um documentário.

É taça na Raça, Brasil!


É impossível no país do futebol, ficarmos fora do clima da copa. Primeiro porque tudo mas tudo mesmo respira e transpira o verde e  amarelo da seleção canarinha que pode se tornar hexa-campeã. Esta copa na África do Sul se torna muito especial para nós brasileiros, afinal é o berço da civilização, foi com muito trabalho que o povo trazido de lá sem a opção de dizer sim ou não contribuiu para que nosso país se tornasse o que é hoje.

Não posso deixar de dizer como foi lindo a seleção da África do Sul entrando em campo no jogo de abertura do mundial. A seleção entrou dançando assim como o povo brasileiro que faz de tudo uma festa , se as coisas andam ruins fazemos festa para torna-lás mais agradáveis e quando tudo está bom comemoramos com a esperança de que sempre fique melhor!

Torço para a seleção de Dunga  mostrar a que veio, independente de todas as críticas feitas ao técnico acreditono seu poder de conciliação, espírito de luta  e garra que uma seleção Brasileira deve ter. Sinto isso de forma muito positiva no time, coesão e certeza de  onde quer chegar. Amanhã tem o jogo de estréia vou torcer, torcer e torcer.

Aliás lá em casa todos já estão uniformizados,de vuvuzela na mão e torcendo muito pra ver a seleção do nosso Brasil campeã!

9 de jun de 2010

Escritor Toni C. do projeto Hip-Hop a Lápis recebe prêmio Tuxauá


Boas notícias!
O meu camarada Toni C. recebeu o Prêmio Tuxauá do Ministério da Cultura, fico muito feliz em ver nossos talentos da periferia ganhando espaço. Se eu pudesse dar um adjetivo ao Toni este seria dedicação, um dia quero ler tanto quanto ele, pensar com a maestria que pensa e se dedicar a seus projetos como se dedica. Essa cara sempre foi e continua sendo um agrande referência para minha formação. Além de coordenar o Ponto de Cultura "Hip Hop à Lápis" produziu  o documentário  "É tudo nosso! - O Hip Hop fazendo história" com relatos e um gra de arquivo de imagens sobre a história do Hip Hop e seus elementos. Fica os meus parabéns!  Vejam a matéria que saiu sobre o prêmio.
 Escritor Toni C. do projeto Hip-Hop a Lápis recebe prêmio Tuxauá
O documentarista, escritor e coordenador do Ponto de Cultura Hip-Hop a Lápis Toni C. é considerado uma das 50 pessoas mais influentes na rede Cultura Viva.
Morador da periferia de Carapicuíba em São Paulo, é organizador do livro Hip-Hop a Lápis que já somam dois volumes, é também o autor do vídeo documentário É Tudo Nosso! O Hip-Hop Fazendo História.
Ativista cultural, é o único representante do hip-hop a ser premiado com o Tuxauá 2010. A palavra deriva do tupi e se refere a um indivíduo influente no lugar em que mora. Na rede do Cultura Viva, um articulador e mobilizador do Programa.
"O prêmio embora seja um reconhecimento pessoal, só foi possível graças ao empenho e ação coletiva" afirma Toni C. 
Para o escritor... "Nada mais justo que dedicar este prêmio a Nação Hip-Hop Brasil sem a qual nada disso seria possível, faço isso em nome do nosso presidente Aliado G. Também dedico ao elaborador do programa cultura viva Célio Turino, responsável por uma revolução cultural em curso em nosso país." 
O prêmio originalmente contemplaria os 30 primeiros classificado entre os mais de 200 escritos, passou com ampliação de verba do Ministério da Cultura a contemplar 40 premiados com a quantia de R$ 49.400 em dinheiro, para dar continuidade ao trabalho que desenvolvem, articulando novas ações. (veja todos os premiados e classificados)
O jovem escritor acredita que entre os feitos que o levaram a vitória está a publicação no New York Times de reportagem bastante positiva sobre Programa Cultura Viva. Após o correspondente internacional, o controverso Lary Rother, conhecer o projeto e as ações estabelecidas entre o hip-hop e a política cultural do Governo Federal. 

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Dia da Ofensa...


Essa cronica foi publicada na ZH, quando li...amei! Se me identifiquei? Não sei! Oque sei é que nunca havia lido o contraponto, o chamado "outro olhar" ainda mais vindo de um homem!  Bom adorei, estou anciosa para ler o novo livro do Capinejar se chama "Mulher Perdigueira", fala sobre a mulher perdigueira  e seu oposto a mulher vítima... Realmente quando cair na minha mão vou saborear página à página. 


Dia da Ofensa
Por Fabricio Capinejar.


Brigamos quando não desejamos brigar. Existe paz e amor. Não existe paz no amor. John Lennon errou a equação.

Por isso, decidi que agora vou planejar uma briga com a namorada. Agendar uma briga. Arrumar uma data mensal para o inferno dos berros, choro e insultos. É o dia da ofensa no lugar das pequenas e irritantes DRs.
Em vez de avisar que pretendemos nos acalmar e ajudar, que somente pretendíamos conversar na boa, assumiremos que é uma guerra desde a primeira palavra. Dará no mesmo ao querer e não querer discutir.

Não será fácil, vamos rir dispersivos no início, haverá a inclinação para comentar algo do trabalho ou cafungar o pescoço, sentiremos fome, dependeremos de concentração e orelhas fervendo. Mas vale o sacrifício, trata-se de uma catarse necessária para empobrecer os recalques.

Prefiro uma mulher que me ofenda tudo num dia do que uma mulher que me ofenda um pouco por dia. É melhor. Mais sadio. Menos insano.

Desde que os casais aceitem uma regra básica: não vale colher insultos durante o entrevero para cobrar depois.

Pode falar as maiores perversidades e mentiras nos 90 minutos do confronto, incluindo intervalo e troca de lado na cama (gritaria que não dura um jogo de futebol indica o fim do amor). Pode juntar suspeitas avulsas, perguntas ancestrais e rumores antigos. É uma promoção: só nome feio e ofensa de baixo calão. Até xingar a mãe é permitido.

A única exigência é respeitar o território da hostilidade, fazer um círculo de giz no espaço e no tempo e permanecer naquela roda. Nada sai do contexto. Não vale embrulhar salgados e impropérios para a manhã seguinte. Deve-se comer somente na festa da raiva. No instante da cólera. Com sangue quente.

O grande problema dos atritos domésticos é que o insulto de uma briga passa a ser transportado para a seguinte e para a seguinte. No fim das contas, a batalha é uma só que nunca terminou. Uma gripe mal-curada que gera a vontade de cuspir na próxima gripe.

Caso reunirmos uma noite para limpar o pulmão, cansaríamos de tossir e bufar. E o suspiro reencontraria a brisa e pediria para andar de mãos dadas com o beijo. Feito esse passo, agora é o momento de lavar a honra do ciúme.

Pior do que ciúme é a falta de ciúme. A indiferença é uma doença muito mais grave. Alguém que não está aí para o que faz ou não faz, para onde vai e quando volta. De solidão, chega a do ventre que durou nove meses.

Tão cansativa essa mania de ser impessoal no relacionamento, de ser controlado, de procurar terapia para conter a loucura. Loucura é não poder exercer a loucura.

Permita que sua companhia seja temperamental, intensa, passional. As consequências são generosas. Ela suplicará o esquecimento com mimos, sexo e delicadeza. O perdão é sempre mais veemente do que o rancor.

Repare que no início do namoro todos são descolados, independentes, autônomos. Aceitam ménage à trois, swing e Chatroulette. Não caia, é disfarce, medo puro de desagradar.

Se minha namorada arde de desconfiança, agradeço. Surgirá a certeza de que se importa comigo.

A vontade é abraçá-la com orgulho e reconhecimento, como um aniversário secreto. Às vezes ela cumpre seu ciúme, às vezes ela satisfaz um capricho e atende minha expectativa de ciúme. O importante é que não falha.

Com uma mulher ciumenta ao lado nunca estaremos isolados, nunca estaremos tristes, nunca estaremos feios. Deixo que ela mexa em meu Orkut, deixo que ela leia meus e-mails e chamadas no celular, deixo que ela cheire as minhas camisas, deixo que ela veja meus canhotos e confira os cartões de crédito (com sua revisão, nem dependo de contador, é improvável um engano nas faturas).

Facilitarei o acesso às máquinas, devidamente abertas e ligadas em cima da mesa, e tomarei banho para não incomodar. No jantar, esclarecerei qualquer dúvida.

Perigoso é não responder e deixar a namorada imaginar. Entre a realidade e sua fantasia, mil vezes contar o desnecessário. Estarei em lucro. Não faço nem metade do que ela pressentiu.

Publicado no jornal Zero Hora
Caderno Donna, domingo (30/05/10), p.19
Porto Alegre (RS), N° 16351

8 de jun de 2010

Reformas!


Pessoas, como vocês podem ver estou em reforma para melhor atendê-los... Brincadeira, mas dando um jeitinho para que este espaço fique melhor aos meus olhos e os de vocês também! Vai ficar meio bagunçado não deixarei de postar, porém quero melhorar este espaço!

7 de jun de 2010

Navio Negreiro

Mais que necessário para a formação da cabeça do ser humano, Navio Negreiro de Castro Alves  devia ser em quadrinhos para distribuir ao povo brasileiro e aí passarmos a compreender nosso passado, nossa formação histórica. Está aí um, trecho com narração de Paulo Autran.

'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço

Brinca o luar — dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... cansam
Como turba de infantes inquieta.

'Stamos em pleno mar... Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro...
O mar em troca acende as ardentias,
— Constelações do líquido tesouro...

'Stamos em pleno mar... Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...

'Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas...

Donde vem? onde vai? Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço.

Bem feliz quem ali pode nest'hora
Sentir deste painel a majestade!
Embaixo — o mar em cima — o firmamento...

E no mar e no céu — a imensidade!

Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!
Que música suave ao longe soa!
Meu Deus! como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa!

Homens do mar! ó rudes marinheiros,
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos!

Esperai! esperai! deixai que eu beba
Esta selvagem, livre poesia
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia...

Por que foges assim, barco ligeiro?
Por que foges do pávido poeta?
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar — doudo cometa!

Albatroz! Albatroz! águia do oceano,
Tu que dormes das nuvens entre as gazas,
Sacode as penas, Leviathan do espaço,
Albatroz! Albatroz! dá-me estas asas.

Bom dia!


Nada melhor que acordar, abrir o e-mail bem cedinho e lá de surpresa encontar um BOM DIA do seu pai... Acho que quis isso a minha vida inteira,  com esse frio o e-mail aqueceu meu coração!